Quase cinco após deixar o “Cordel do Fogo Encantado”, José Paes de
Lira, o Lirinha, segue encontrando sua inquietude, que não o deixa
estagnar. “A paz eu encontro na música”, explica o cantor.
Herdeiro direto da “liberdade criativa” de Luiz Gonzaga, Lirinha
tenta fugir de rótulos, que reforçam o capitalismo e sua prática de
prateleiras, coisificando o artista. Em entrevista à Fórum, ele define seu momento como a “psicodelia da interlândia” e fala do encontro com o Hip Hop e a poesia periférica de São Paulo.
“Eu achava que eu conhecia tudo, que não me surpreenderia com nenhum
movimento no Brasil ligado à poesia, mas nada se aproxima da grandeza de
um sarau na periferia de São Paulo”, afirma.
O cantor, que declarou seu voto em Dilma Rousseff (PT) nas eleições
presidenciais de 2014, deu sua versão para as ideias absurdas
de separação do país entre sulistas e nortistas. “Neste momento, o
objetivo óbvio era desarticular o caminho de crescimento justo do país.
As pessoas que vi levantando essa questão, de divisão do Brasil, são as
mesmas que quando você aprofunda o debate, descobre que têm raiva de
gay, do MST, de bolivianos, de outros imigrantes, tem raiva do PT. A
ideia do nordeste arcaico é uma grande invenção.”
Hoje com 38 anos, o mais famoso cidadão de Arcoverde, no sertão de
Pernambuco, se prepara para lançar seu segundo disco solo, o “Lira –
Volume 2”, no começo de 2015. Além disso, a capacidade de arte de
Lirinha rendeu dois livros, uma peça de teatro e quatro discos, sendo
três com o “Cordel do Fogo Encantado” e um outro separado da banda.
matéria completa: http://revistaforum.com.br/digital/176/lirinha-um-homem-capaz-de-arte/
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